domingo, 9 de maio de 2010

Querido blog...


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Infelizmente não tenho tido tempo pra escrever ultimamente. Mergulhei-me em uma rotina de trabalho intensa que vem me ocupando quase que por completo. Sempre fui muito dedicado ao que eu faço, e como costumam dizer, trabalhar com o que a gente gosta é quase que não trabalhar. A boa notícia é que eu voltei a jogar futebol. Era uma das minhas metas para esse ano. Aliás, nos últimos dois jogos fiz até alguns gols. Estou feliz por estar de volta. Vamos ver até quando...
Em minhas viagens ao trabalho vou ouvindo músicas no rádio do carro. Compilei músicas dos anos 70, 80, 90, pop e rock, além de algumas músicas eletrônicas recentes com que me identifico. Mas as músicas dos anos 80 são as que eu mais ouço. Tenho a sensação de que cada uma delas me leva de volta à época de escola e, principalmente, ao clube da Baixada onde passei quase que todas as minhas tardes, sábados e domingos do período de 1998 a 1991. O clube fica muito próximo à casa de meus pais, então passo perto dele sempre que vou visitar meus pais. Infelizmente o clube está anos luz de ser o que foi na minha adolescência. Está quase que abandonado, com poucos sócios. Nas poucas vezes que fui lá recentemente havia menos de uma dúzia de pessoas, entre sócios e funcionários. Isso me faz refletir sobre o fato de que muitas pessoas e muitos lugares que conhecemos ao longo de nossas vidas permanecem vivos apenas em nossas lembranças. Minha primeira namorada, por exemplo, não existe mais. Não a vejo desde os 15 anos, mas ouvi dizer que engravidou, foi morar com um cara, separou-se, perdeu-se e, enfim, voltou para a casa dos pais. Dizem que está muito gorda – o que não dá pra imaginar, já que ela era um palito quando éramos namorados há 18 anos.
O fato é que eu vivo amarrado às minhas lembranças do passado. Prestes a completar 34 anos, às vezes ainda me sinto que ainda não amadureci. Embora eu não confie mais nas pessoas, não é raro eu me comportar de forma ingênua, o que muitas vezes me deixa exposto às manipulações. Muitos já me contaram mentiras para fazer com que eu tomasse certas atitudes, que eu tomei por confiança. Aqui neste país as pessoas parecem pensar apenas em tirar vantagem de tudo e de todos. Somente os espertos, os desonestos e os ladrões é que são valorizados. É justamente por isso que eu preciso passar um tempo em um país de primeiro mundo. Espero poder fazer isso no ano que vem.
Hoje é dia das mães. Vou visitar minha mãe, minhas avós e minha sogra e dar-lhes um abraço, desejando que vivam por muitos anos e permaneçam doces como são.