domingo, 3 de abril de 2011

Bullying

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Segundo o site Wikipedia, “Bullying é um termo em inglês utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo (bully - «tiranete» ou «valentão») ou grupo de indivíduos com o objetivo de intimidar ou agredir outro indivíduo (ou grupo de indivíduos) incapaz(es) de se defender. Também existem as vítimas/agressoras, ou autores/alvos, que em determinados momentos cometem agressões, porém também são vítimas de bullying pela turma”. Nas últimas semanas foi muito comentada a reação de um jovem australiano às provocações e agressões de um colega de escola. O vídeo chama realmente a atenção por causa da violência da reação do jovem e certamente desperta na maioria reações do tipo “Bem feito! Mexeu com quem estava quieto, levou!”.
Embora eu tenha tomado conhecimento desta palavra apenas recentemente, acredito que o bullying sempre existiu. Na época de colégio, por exemplo, presenciei uma cena bem parecida como a que é mostrada no vídeo. Um de meus colegas de turma na 4ª série, o Anderson (a quem chamávamos de “Branco” por ser loiro) sofreu por muito tempo provocações de um colega bem menor que ele, o Carlos Alberto, então apelidado de “Betinho”. Um dia o Branco cansou-se das provocações e chamou o Betinho para o braço. Para não ter problemas maiores com a direção da escola, a briga aconteceu no típico estilo “Te pego na saída”. Lembro-me que naquele dia ninguém foi para casa quando o sinal tocou. Havia mais ou menos umas 100 pessoas presenciando a briga. Todos assistindo, mas ninguém separando. Obviamente o Betinho levou uma baita surra e nunca mais mexeu com o Branco.
Na mesma época também fui vítima de bullying. Recordo-me que eu rejeitava o apelido de “Tonhão”, e justamente por isso levo o apelido até hoje. Certa vez na escola ele e o Pancho (que, aliás, nem era aluno...) me viram e começaram a chamar-me pelo apelido de forma agressiva. Pancho o fez primeiro. Como sua fama não era das melhores (diziam na época que ele havia esmurrado a cara de um colega até “arrancar sangue”), decidi não aceitar a provocação e ficar “na minha”. O Betinho seguiu o embalo, porém eu o conhecia e resolvi pedir pra ele parar com a provocação. Assim o fiz e dei-lhe as costas. Senti apenas o forte empurrão que ele me deu, projetando-me à frente. Todos logo fizeram uma enorme roda em nossa volta, gritando “É briga, é briga!” Eu nunca havia me metido em nenhuma confusão até então. Fiquei completamente parado e levei dois socos, um no queixo e outro na testa. Parti então com tudo pra cima dele e o peguei pelas costas, mais ou menos como o jovem australiano do vídeo fez com seu pequeno opressor. Após rodá-lo umas cinco ou seis vezes no ar, arremessei-o a uns três metros de distância. Foi minha única briga, e espero que tenha sido a última.
Não sei dizer exatamente o que teria acontecido se eu e o Branco não tivéssemos nos metido em nossas brigas com o Betinho. O fato é que nós nunca mais fomos incomodados, nem pelo Betinho nem por ninguém. Da mesma forma, não sei explicar por que o bullying acontece. Aparentemente trata-se de uma falta de tolerância tremenda com as diferenças. Isso é muito comum na adolescência (é óbvio que adolescência é um termo relativo e não se refere a uma faixa etária... há homens que nunca amadurecem!!!), época em que os jovens ainda não se aceitaram como são nem tampouco sabem aceitar como os outros são. Acham que todos devem ser iguais e pertencer ao mesmo “bando”. Sim, essa é a palavra mais correta. O bullying é algo animal, motivo por instintos. É algo que não desejo pra ninguém, principalmente para o meu filho. Abaixo o bullying!

Um comentário:

Anônimo disse...

Estou fazendo agora nesse momento uma narração sobre bullyig, e esses relatas e experiências de vida tem mim ajudado bastante, são muito bons!!!!