quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

A triste saga de um celular Nokia N8 - parte 1

Junho de 2011. Estou em uma das filiais da Claro, operadora que escolhi há 7 anos. Estou aguardando há quase uma hora... A maioria dos clientes que estão sendo atendidos se queixa da qualidade do serviço prestado, principalmente o de internet móvel. Por isso o atendimento é demorado. Eu quero apenas trocar o meu celular por um outro que tenha uma boa câmera, pra que eu possa tirar boas foto se filmar o Miguel. Eis que um dos clientes termina de ser atendido e eu sou chamado. O funcionário me atende com muita atenção, e ao ouvir o tipo de celular que eu quero, sugere-me o Nokia N8. O modelo não me é estranho, pois o Rodrigo tem um desses. Quando pergunto o preço, descubro que tenho que desembolsar mais de R$300,00 para adquiri-lo. Mas o rapaz, muito atencioso, me dá uma dica interessante: “Liga na Claro e pede pra dobrarem seus pontos do Clube Claro. Se você fizer isso, o celular sai de graça pra você. Eu agradeço e sigo as instruções. Dentro de cinco minutos estou novamente na fila, e em pouco menos de meia hora estou sendo atendido. Uma hora depois saio da loja com o tão desejado aparelho.
Julho de 2011. O tal Nokia N8 é realmente um arraso Tiria boas fotos e ainda filma em uma definição incrível - isso, claro, em se tratando de um celular. Estamos usando o aparelho aqui em casa como uma câmera fotográfica. Nem chip eu coloquei nele. Débora está gostando bastante de usá-lo para tirar fotos do Miguel e filmá-lo. Será ótimo para acompanharmos o seu crescimento.
17 de dezembro. 6h20min. Acordei cedo para levar o carro para lavar. Dou uma olhada rápida nos pertences que estão pelo chão, retiro os que eu consigo ver e sigo para o lavador.
10h55min. Paro com o meu carro em frente ao lavador. Desço e procuro o proprietário. "Ele deu uma saidinha mas volta logo. O senhor não quer esperar?", diz um de seus funcionários. "Amor, será que eu posso levar o carro?" pergunta Débora, preocupada com seu horário no cabeleireiro. Sigo então em direção ao carro da Débora já limpo, fecho as portas, dou partida, manobro-o e o estaciono, entregando-lhe as chaves logo em seguida. Ela procura no porta-luvas pelos seus óculos, que lá estão. Ela acena e sai. Eu arranco uma nota de R$50,00 e entrego a um dos funcionários, ambos jovens com idade entre 18 e 20 anos, e espero o troco de R$5,00. Um deles sai para trocar o dinheiro, enquanto fico conversando com o outro, um ex-aluno. Pego então o troco e saio, pedindo para que agradeçam ao proprietário em meu nome. 
19 de dezembro. 21h. Estou descarregando as fotos para o computador. Estou quase terminando. Faltam apenas as fotos do Nokia N8 para serem trasnferidas. "Amor, onde está o celular?", pergunto.  "Então... Faz um tempão que eu não o vejo", diz ela. Sem me desesperarr, continuo as cópias de segurança que estou fazendo. "Ah, não esquenta, não. Qualquer hora ele aparece.'
20 de dezembro. 19h30min. Estamos passeando de carro pela cidade. Débora, Clara, Miguel e eu. Débora coloca a mão no porta-luvas do carro para guardar o óculos e faz um comentário preocupante. "Nossa! Agora que eu percebi! Eu tinha deixado o celular aqui no porta-luvas. Você verificou se o celular estava aqui antes de levar o carro para lavar?" Um frio me percorre a espinha. De fato, eu não tinha olhado no porta-luvas pra ver se lá havia algo de valor antes de levar o carro para lavar. Desesperado, mudo o percurso e dirijo-me para casa. Em poucos minutos estou revirando as gavetas aqui de casa e procurando pelo celular em todos os cantos possíveis. E nada!
21 de dezembro. "O senhor por acaso não viu um celular no porta luvas do...?" Antes de terminar minha pergunta, o proprietário do lavador responde, sorrindo. "Sim, eu vi, sim! Eu coloquei ele no porta-luvas! Eu o vi enquanto soprava o carpete do carro, caído sobre o assoalho. Eu sempre dou uma faxina antes de lavar por fora e passar para os meninos. Pode olhar, que está lá!",  "Pois é... Acho que algo de errado aconteceu... porque no porta-luvas ele não está."
(continua...)

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