domingo, 12 de agosto de 2012

Dia dos pais

Hoje acordei com um murro no rosto. Foi a forma que o Miguel encontrou de desejar-me feliz dia dos pais. Nem precisava. Vê-lo ali, deitado na nossa cama, é o melhor presente que eu podia receber.
Almoçamos na casa de meus avós. Lá reunimos papai, mamãe, meu sogro e minha sogra. Todos os homens ali presentes são pais, mas eu era o único que além de pai, ainda sou filho. É um grande privilégio poder lidar com meu pai agora que também sou pai. Muitas coisas que eu não entendia tempos atrás agora me parecem muito claras.



O que fiz como filho? Tratei bem o papai, o vovô e o meu sogro. Dei-lhes a atenção que um pai merece. A atenção que, se eu tiver oportunidade de envelhecer com saúde, espero receber do Miguel e de seus irmãos – se vierem a este mundo... Como presente, dei uma grana para o papai comprar um sapato. Também gravei uma seleção de músicas pra ele tocar em seu carro. Tanto o rádio como os auto-falantes foram presentes meus. Quando ele foi medir sua diabetes, que costuma estar sempre acima de 200, uma surpresa: 120. “É porque estou feliz, ouvindo música”, disse ele. O que fiz como pai? Brinquei muito com o Miguel. Demos voltas pelas ruas com sua motoquinha. Brincamos com a mangueira, jogamos água por todos os lados. Ele se divertiu bastante. E, claro, beijei-o e abracei-o muito. Como está fofo... Ah, você me acha um "babão"? Bem, você vai entender isso quando for pai. E eu desejo, do fundo do meu coração, que você seja!


Nenhum comentário: