segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Do que eu vou me lembrar de 2012



Daqui a algumas horas 2012 terá ficado para trás. Foi um ano bastante marcante e intenso e que passou muito depressa. Esta é uma boa oportunidade – se não for a única, pois sei que este dia passará voando – para reflexão, sobre o que foi feito ou deixado de lado, sobre os acertos e os erros em mais um ano que vai existir apenas em lembranças.
Eu mal vi o início de 2012, e digo isso literalmente. Eu havia feito cirurgia para correção de miopia e ainda estava em fase de recuperação. Embora tenha sido uma das melhores coisas que podiam ter me acontecido na vida e que me daria uma visão quase idêntica a que eu tinha com óculos, foi algo que custou-me caro – e digo isso não me referindo a dinheiro. Passei as férias de janeiro corrigindo qualificações e relatórios, coisas que deveriam ter sido feitas em dezembro, mas que não puderam ser feitas por eu estar em fase de recuperação da cirurgia. Quando retornei das férias, passei mal devido ao estresse e à falta de descanso.
A melhor lembrança que guardarei do início do ano será, sem dúvida, a viagem a Quirinópolis-GO. Após oito anos, voltei com meus pais à cidade onde passei os seis primeiros anos de minha vida. Revi pessoas que fizeram parte de minha infância, algumas delas já bem velhas. Foi muito especial, principalmente porque Débora e Miguel desta vez foram juntos. Levar meu filho ao lugar onde eu vivi com a idade dele foi uma emoção muito forte e que deixou marcas muito fortes.
No final de fevereiro vivenciei a primeira internação do Miguel devido a uma meningite. Ficamos todos assustados, pois nem uma simples gripe ele havia pegado até então. Talvez eu tenha vivido alguns dos dias mais horríveis de minha vida até então, não apenas pela doença em si, mas por ter tido que conciliá-la com o trabalho e com a preparação da documentação para um concurso que prestei na UNESP em Araraquara, em julho. Tive que preparar projeto e toda a documentação em menos de uma semana, pois fiquei sabendo do concurso na última hora. Eu tinha grandes chances, era um dos candidatos mais experientes, mas Deus não quis que fosse desta vez.
A melhor lembrança que me vem agora do mês de abril foi a partida de futebol entre professores e alunos do laboratório. Após mais de um ano frequentando a academia para fortalecer o joelho, consegui retornar aos campos, mesmo tendo que usar duas proteções para o joelho. A experiência foi muito boa, porém fez-me perceber que eu precisava definitivamente fazer uma cirurgia para o joelho. E eu a fiz em julho. Tomei coragem e fui ao Instituto de Medicina do Além para que o Dr. Alonso pudesse operar meus joelhos e minha coluna. Fiquei encantado com o trabalho desenvolvido pelo grupo, e surpreso com os resultados da cirurgia espiritual: minhas dores na coluna se foram e o joelho parou de doer – até eu tentar voltar a jogar futebol novamente, no mês de outubro...
Este foi também o ano em que mudei minha alimentação. Reduzi arroz e feijão e as carnes na alimentação e intensifiquei o consumo de alface, cenoura, beterraba, mamão, manga e laranja. Esta mudança, aliada a algumas corridas na esteira, ajudou-me a perder quase sete quilos, peso que ainda mantenho. Desde 2006 eu não me via tão leve.
Em termos de trabalho, este foi um ano muito aquém das expectativas. Não cheguei onde eu queria, porém fiquei mais ou menos na média em relação aos demais colegas do setor. 2013 será um ano decisivo, em que muitas coisas precisarão dar certo paras minhas futuras pretensões. Por falar em numerologia, acredito que será um ano excelente, pois sua soma é múltiplo de 3.
Sonhos para 2013? Ser pai novamente. Conseguir aprovação em um concurso público. Conseguir a renovação de minha bolsa de produtividade. Conseguir aprovação de outro projeto de pesquisa. Conseguir bolsas para todos os meus alunos de iniciação científica e de pós-graduação. Publicar 10 artigos. Construir uma casa. E chegar vivo e com saúde ao final de 2013 com todos os meus entes queridos vivos e com muita saúde. Posso talvez não conseguir nada do que eu quero, mas Deus poderia dar-me a bênção de ter pelo menos este último...

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