segunda-feira, 17 de julho de 2017

Carta para meus filhos

Queridos Miguel e Alice,
      As férias de 2017 estão sendo particularmente especiais. Vocês estão no auge de suas respectivas fofuras. Não acredito que vocês se tornem mais fofos do que são. Por isso, preciso aproveitar esses momentos ao lado de vocês. 
      Alice adora brincar de Lego. Às vezes gruda em minha perna e ali permanece enquanto eu ando. Então eu a chamo de "preguicinha". Também gosta que eu a pegue nos braços como se fosse bebê. Então eu a chamo de "meu pacotinho". E.la adora! Alice também convida papai, mamãe e Miguel para a "festa do chá", onde todas as bonecas participam. A varanda vira uma bagunça! Como é encantador vê-la brincando e conversando com as bonecas. Como fala bem - usa todos os "s" com muito mais segurança que o papai! - e, meu Deus, como é criativa! Você passa horas brincando sozinha com as bonecas, conversando. É simplesmente encantadora!
      Miguel adora desenhar. Comprei-lhe uma prancheta para fixar as folhas onde desenha. Também comprei um caderno de desenho. No canto de seu quarto há inúmeras caixas onde ele guarda suas "coisinhas" - é assim que ele as chama. Parece o papai quando tinha a mesma idade! Mamãe diz pra eu reprendê-los, mas eu não o faço. É como se eu visse o mundo pelos seus olhos e, por isso, ficaria triste se meu pai me repreendesse. Ontem brincamos de Comandos em Ação com a coleção que foi do papai. Miguel amou! Diz que quer brincar mais de "soldadinho". Estamos aprendendo a andar de bicicleta. Hoje comprei pedais novos para sua bicicleta e retirei as rodinhas. Miguel ficou encantado quando conseguiu andar alguns metros aqui no quintal de casa. "Meu Deus do céu, mamãe! A senhora não vai acreditar no que eu fiz...", disse. Seus dois dentinhos da frente estão moles. Em breve eles cairão e ele ficará "banguelinha". Amanhã iremos soltar pipa.
      Estou tentando aproveitar ao máximo o tempo que tenho com vocês. Anos difíceis nos esperam - a vocês e a todos nós - por isso precisamos curtir esses momentos felizes. A vida passa tão rápido... Acabei de assistir a alguns episódios de "How I meet your mother". Nela o pai conversa com seus filhos e conta sobre o passado. É mais ou menos o que faço, agora com menos frequência, nesse "diário virtual" que vocês lerão algum dia. 
      São 23h. A mamãe de vocês foi dormir. Alice veio dormindo da casa da vovó. A madrinha e a Tata estão lá também. Miguel está aqui no chão do escritório assistindo "Detona Ralph" no celular enquanto escrevo essas palavras. Parei por um instante e fui buscar um travesseiro e o cobertor. Quando o cobri, Miguel me olhou e sorriu. Eu o beijei. São coisas simples das quais eu sentirei saudade. São momentos tão especiais que me fazem, mais uma vez, encher os olhos de lágrimas. 
     Desculpem, o pai de vocês anda muito sentimental. Talvez sejam as férias, período em que consigo algum tempo livre para respirar e refletir sobre a vida. Vejo então o quanto tudo é passageiro. Lembro do passado, dos tempos de colégio - certamente os mais felizes de minha adolescência. Estou me esforçando para passar para vocês o que de melhor eu tenho. Estou muito longe da perfeição, mas tê-los em minha vida me faz uma pessoa melhor em todos os sentidos. 
     Com amor,
     Papai

sexta-feira, 16 de junho de 2017

4.1!

Queridos Miguel e Alice,
Hoje o papai de vocês está completando 41 anos. Quando o vovô de vocês completou essa idade eu já tinha 17 anos e ia prestar vestibular no final daquele ano. Dá mais ou menos pra ter uma ideia de como o que estou vivendo aos 41 anos é bem diferente do que o vovô de vocês viveu. É bem provável que quando vocês completarem essa idade eu já terei partido ou, na melhor das hipóteses, serei um velhinho careca com artrite nos joelhos e hérnia de disco. Por isso, sinto necessidade de deixar registrado neste dia alguma mensagem para vocês sobre como o papai de vocês se sentia quando tinha essa idade. Ler essa mensagem talvez apenas os faça chorar, assim como estou com lágrimas nos olhos enquanto escrevo essas palavras.
São 1h24min. Vocês estão dormindo como dois anjinhos no quarto de vocês enquanto o filme Toy Story está passando pela enésima vez. Enquanto escrevo essas palavras vocês ainda são duas crianças adoráveis e educadas. Miguel é um menino calmo e educado, que adora desenhar e brincar com suas “caixinhas”. São tantos desenhos que eu comprei uma caixa para guarda-los – eu a batizei de “caixinha dos desenhos especiais”. Suas caixinhas ficam sobre a cama e com ela às vezes Miguel passa brincando bastante tempo. A mamãe fica maluca com essas caixinhas, que segundo ela deixam o quarto “zuado”. Já Alice adora suas “coisinhas”. É incrível (e extremamente encantador) a forma como ela brinca com suas bonecas (coloca-as de castigo, as despe, arranca suas pernas etc.). Existe nela uma energia e uma alegria especial. Quando me vê abraçando a mamãe, ela vem correndo e também se abraça, dizendo “Mamãe e papai, casa!” Vocês dois ficam lindos quando correm pela casa brincando um com o outro. Espero que essa harmonia persista ao longo de suas vidas. É algo que todos os pais desejam: que seus filhos se entendam. Por isso, deixo aqui um pedido: não deixe que o amor de vocês um pelo outro se enfraqueça com o passar dos anos e com a entrada de outras pessoas em suas vidas. Vocês são irmãos e este é o segundo elo mais forte que existe – o primeiro, obviamente, é o dos pais para com seus filhos.
Tenho procurado curti-los ao máximo, pois sei que em pouco tempo vocês serão adolescentes e, depois, adultos. A vida passa muito rápido! Sei, no entanto, que por mais que eu me esforce, estou falhando em alguns pontos. Miguel, por exemplo, ainda não sabe andar de bicicleta e eu sei que é culpa minha por não insistir tanto quanto o avô de vocês insistia comigo. Mas há momentos incríveis que passamos juntos. Alice adora que eu brinque de Lego e com suas Pollys. Quase todas as noites ela vai buscar-me no quarto e pede que eu vá me deitar ao lado dela. Então ela vira de lado, encosta sua cabecinha à minha e dorme. Ela adora assistir Trolls – ela chama de “Tóls”. Já Miguel adora brincar de guerrinha na varanda. Usamos as bolas de borracha que compramos por R$1,00 no mercado e nos escondemos atrás dos bancos da varanda. Então as jogamos um no outro como se fossem granadas. Alice às vezes participa, o que deixa tudo mais engraçado, pois enquanto Miguel tenta juntar o máximo de “granadas”, Alice as joga aos montes em minha direção. Miguel e eu também jogamos combate, damas e xadrez, mas às vezes temos que parar, pois ele começa a chorar quando perde. Eis, então, algumas palavras que deixo a vocês: não se deixem afligir pelas derrotas. Elas serão muito mais numerosas que as vitórias, mas se não conseguirem aprender com as derrotas, jamais conseguirão vencer. O maior aprendizado que as derrotas podem trazer é a humildade. Ninguém nasce humilde; humildade é fruto de suas experiências. É a humildade que nos faz valorizar a vitória e a ter o devido respeito por aqueles que não a alcançam. Vitórias são passageiras; por isso, espero que nunca se sintam maiores ou melhores que alguém quando estiverem atravessando um bom momento da vida de vocês. Sejam apenas alegres e felizes, mas jamais se sintam acima de ninguém. Por outro lado, não quero que se sintam inferiores a ninguém. Certamente vocês conhecerão muitas pessoas que irão tentar fazê-los sentirem-se dessa maneira e coloca-los para baixo. Conheci muitas pessoas que tentaram fazer isso comigo, e às vezes foram bem-sucedidas... Confesso que tenho uma dificuldade enorme para lidar com pessoas arrogantes. Talvez por isso elas surjam aos montes no meu caminho. Aconselho-lhes a serem pacientes e persistentes. Essas pessoas não permanecerão por muito tempo na vida de vocês se aprenderem a lidar com elas – se o fizerem, elas pelo menos deixarão de incomodá-los.
Um terceiro conselho e último conselho que deixarei antes de me ir descansar para aproveitar este dia: curtam os bons momentos e as boas pessoas, pois ambos são passageiros. Um dia a vida vai tirar as pessoas queridas da vida de vocês – vovô, vovó, biso, bisa talvez partam primeiro, mas não existe uma ordem! Curtam cada momento intensamente. Mesmo que eu tenha curtido ao máximo alguns momentos e algumas pessoas, sinto que nunca é o suficiente. Depois que elas partem, sempre fica a saudade e a amarga sensação de não termos curtido o quanto deveríamos.
É incrível como nos últimos anos – particularmente, desde que vocês nasceram – tenho me sentido um homem plenamente feliz. Não há nada em minha vida de que eu sinta falta – ainda que um pouco mais de harmonia entre os familiares seja bem-vinda, mas há coisas que não dependem apenas da gente. Não temos muito dinheiro, não vivemos em um sobrado, não temos piscina em casa nem viajamos para a Europa com frequência. Não é isso que nos traz felicidade! Felicidade é ter saúde e uma vida harmoniosa, um equilíbrio entre as tarefas profissionais e a família. Por isso, não sejam gananciosos demais ao ponto de deixarem a família em segundo plano. Ela vem sempre primeiro! Se eu trabalhasse para dar tudo o que vocês quiserem ou pedirem, eu certamente seria um estranho na vida de vocês. Porém, cuidado: se não tiverem ambição em suas vidas, se não tiverem algo por que lutar, vocês passarão por essa vida como zumbis e não terá deixado nenhuma marca positiva! Por isso, estudem, trabalhem e, sempre que puderem, divirtam-se! Mas não se esqueçam do que eu tentei lhes ensinar: as obrigações vêm sempre antes da diversão. O vovô de vocês sempre me dizia isso e, raras vezes, eu tentava fazer diferente – nunca acabou bem! Assim, se forem razoavelmente astutos, tentem não cometer o mesmo que o pai de vocês...
Preciso ir agora. Alice acabou de acordar me perguntando por que eu tirei o tapete do escritório e o coloquei na sala da varanda e, em seguida, pediu pra eu achar o controle e colocar, novamente, o “Tóls” pra ela assistir na televisão do quarto...
Despeço-me agora para estar ao lado de vocês...
Com muito amor,

Papai

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Dia dos namorados

Por mais paisagens, lugares e pessoas que eu tivesse visto ou estudado, foi há 22 anos, quando nossos olhares se cruzaram pelo retrovisor do carro, que enxerguei pela primeira vez. Era como se meus olhos estivessem fechados por longos 19 anos. Apesar dos vários jardins que eu visitei até então, seu perfume foi a primeira (e mais marcante) fragrância que conheci. Comigo ele permaneceu por vários dias. Bastava fechar os olhos e respirar fundo para poder senti-lo, como se viesse até mim do outro lado da cidade. Até algumas semanas depois, quando toquei sua pele pela primeira vez, pétalas de rosas eram o que de mais macio meus dedos acreditavam existir. Após encontros e pequenos desencontros, sua voz encantadora, em sussurro, consentiu com um mero (e tão esperado...) “claro” que o meu coração começasse a bater. A existência, até então amarga, tornou-se a mais doce das experiências desde que meus lábios tocaram os seus. E você, de quem eu já havia arrancado vários sorrisos, fez com que a vida, enfim, me sorrisse de volta. Obrigado pelos 22 anos de vida e felicidade, minha eterna namorada!


sábado, 3 de junho de 2017

Quatro anos depois de um sonho

Faz exatamente quatro anos que iniciei minhas atividades no Departamento de Química da FFCLRP-USP. Na época, deixar a UNIFRAN, onde me graduei e trabalhei durante dez anos, e abrir mão do reconhecimento, da identificação com os alunos e de um ótimo salário não foi fácil. Foi uma mudança tão grande que ainda hoje me sinto dando os primeiros passos na carreira. Aqui conheci muitas pessoas; algumas conquistaram minha admiração, outras o meu respeito. Aprendi muito nesses últimos quatro anos, mas às vezes me assusto com o longo caminho que preciso percorrer. Então eu olho para trás e vejo o caminho que já percorri e as experiências já vivenciei. Percebo, assim, que trabalhar onde tanto almejei é apenas uma de tantas coisas boas que trago na bagagem. Em outras palavras, não foi aqui que encontrei minha felicidade; é aqui que permaneço feliz.

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Miguel e seus desenhos

Dizem que muitas crianças expressam seus sentimentos através de desenhos. Eis o que Miguel expressou através de seus traços...


sábado, 27 de maio de 2017

O calendário

Hoje pela manhã notei que Miguel estava no quarto, sozinho, com a porta fechada. Achei estranho. Aproximei-me e vi que ele estava escondendo algo sob suas mãos. Pedi pra ver o que era, ele ficou com os olhos rasos em lágrimas e começou a tremer os lábios. Era um calendário que ele tinha usado pra brincar sem permissão. "Papai, eu estraguei, mas estou colocando de volta no lugar. Está faltando só o mês de fevereiro, mas eu arrumei. O senhor está bravo?" Não consegui dizer nada. Apenas o abracei, na tentativa de esconder que agora era eu quem estava chorando...


quinta-feira, 18 de maio de 2017

Sobre os políticos

Eu não odeio políticos, embora não possa dizer que por eles tenho algum tipo de admiração ou respeito. O que abomino são sujeitos que, ao invés de representarem aqueles que os elegeram, manipulam o sistema em função de seus interesses pessoais. Nesses o gene do egoísmo é dominante e o fenótipo da corrupção, cedo ou tarde, irá manifestar-se, independente se a pessoa for líder sindical ou neto de ex-presidente. Mas o que mais me preocupa é a possibilidade de haver, de fato, uma identificação da população com esses sujeitos que são eleitos e de eles realmente os estarem representando no poder. Espanta-me o fato de a maioria dos brasileiros votar não pensando no país, mas no que vão lucrar se o seu candidato for eleito - se puder participar do "clube", melhor ainda! No entanto, não me parece ser um problema só do nosso país - ainda que aqui isso seja quase cultural - e sim da humanidade. Como dizem, não precisamos deixar um mundo melhor para os nossos filhos; precisamos é deixar filhos melhores para o mundo.

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Woodpecker from the space?

1983. Eu havia acabado de mudar-me de Quirinópolis-GO para São Joaquim da Barra. Tudo ainda me parecia novo. Sentado no chão vermelho da varanda, que a mamãe fazia questão de manter sempre limpo e brilhante, eu me lembro de às vezes ficar horas ouvindo o rádio da mamãe – o mesmo que ouvíamos quando morávamos na fazenda. Na verdade, não posso dizer que eram realmente horas, pois quando se tem sete anos nossa noção do tempo é um pouco equivocada. Mas o fato é que certa vez eu ouvi uma música que me marcou bastante por eu ter achado engraçada. Chamavam-na de “melo do pica-pau”. Eu ri tanto quando a ouvi que depois de então sempre ficava esperando que ela tocasse novamente no rádio.

2016. Acabo de descobrir que a música que eu ouvi há 33 anos chamava-se “Woodpecker from the space”. Corro na internet, baixo sua versão mp3 e a gravo no tocador de mp3 do Miguel, que tem hoje quase a mesma idade que eu tinha. Suas risadas me deixam nostálgico e agradecido, não somente a Deus, mas também à genética...



domingo, 14 de maio de 2017

Dia das mães

Minha mãe não gosta de exposição. Detesta sair em fotos e fica irritada quando a parabenizam pelo seu aniversário. Também fica sem jeito quando é abraçada ou beijada por mim ou minha irmã. De redes sociais ela quer distância, pois acha que só trazem desavenças. Assim, escrever sobre ela ou postar alguma foto sua é, digamos, quebrar o protocolo, algo que evito fazer para não constrangê-la. É minha forma de respeitá-la. Por outro lado, hoje é o seu dia e, por isso, sinto que devo expressar meu amor e minha gratidão a ela por ser a mãe que sempre foi. Há uma infinidade de situações que eu poderia listar, mas para preservá-la, resumirei minha mãe em uma única frase: “Eu e minha irmã viemos ao mundo por causa dela; ela ainda permanece aqui pela nossa”. Que Deus a abençoe com muita saúde, minha querida mãezinha! Feliz dia das mães!

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Papai sempre diz, com razão, que a única coisa boa que vem com a idade é a experiência. Ao longo da vida cada um de nós tem suas próprias experiências. Assim como meu pai teve as dele comigo, há cinco anos eu tenho o privilégio de ter as minhas com você, meu filho, e aprender com elas. Digo aprender porque há algumas verdades que um homem só aprende sendo pai. Como meu filho, você não apenas trouxe luz e alegria ao nosso lar e à nossa família, como também mudou a minha visão sobre o mundo e, acredite, sobre o meu próprio pai. Eu sempre amei meu pai, mas só fui entendê-lo depois que você nasceu. Deus te trouxe muito parecido comigo em diversos aspectos, e alguns deles me fazem olhá-lo pelos olhos de meu pai, mostrando-me as razões que o faziam preocupar-se comigo. Ao mesmo tempo em que aprendo, tenho a oportunidade de ensinar-lhe muitas coisas boas, desde as quatro palavras mágicas (por favor, obrigado, com licença e desculpa) e que não se deve jogar lixo nas ruas até assobiar ou estalar os dedos. Você é um filho muito educado e carinhoso e suas manifestações espontâneas de amor – você me faz desabar quando, do nada, me abraça, me beija e diz “Papai lindo!” – me deixam esperançoso quanto ao caráter do homem que você será um dia. Sei que, para isso, você não precisa de um pai que te diga o que é correto, e sim de um que seja exemplo. A cada dia eu procuro ser o melhor exemplo possível de pai, de esposo, de filho, de neto, de profissional e de amigo, na esperança de que você possa segui-lo. Você tem me proporcionado os melhores anos de minha vida, mas eles estão passando rápido demais – hoje você está completando cinco anos de vida! Que Deus continue abençoando seus caminhos e que você tenha muita saúde para continuar proporcionando a todos de nossa família esta experiência maravilhosa que é estar com você! Te amo, Miguel! Feliz aniversário!


domingo, 7 de maio de 2017

Miguel queria muito assistir ao filme Toy Story 3. Ele já havia assistido aos dois primeiros da trilogia, mas desde o início parecia curioso mesmo por aquele em que Andy vai para a faculdade e deixa Woody, Buzz Lightyear & Cia para trás. Em uma das cenas finais, aparece uma foto em que Andy encontra-se no escuro, com todos os brinquedos à sua volta, assistindo a um filme e comendo pipoca. Lembro-me de ter ouvido Miguel sorrindo. Coincidência ou não, ao término do filme Miguel colocou Woody ao seu lado, amontoou as almofadas, posicionou o pote de pipocas próximo dele e pediu pra assistir ao filme novamente. Precisei registrar o momento, pois chegará o dia em que Miguel também irá para a faculdade...